MERCADO CARECE DE MAIOR MATURIDADE

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MERCADO CARECE DE MAIOR MATURIDADE

São diversos os casos de empresas portuguesas nas quais a IA foi transformadora e geradora de novos ganhos, mas a DSPA defende que o setor tem ainda um longo caminho pela frente.

Em entrevista à iNoesis, Guilherme Ramos Pereira, Diretor Executivo da Data Science Portuguese Association (DSPA) fala de bons exemplos no mercado nacional e explica o papel da sua associação no que ao tratamento dos dados e à IA diz respeito.

Como caracterizam o mercado de IA em Portugal?

GUILHERME RAMOS PEREIRA:

Embora não recente no seu dinamismo, carece ainda de muito desenvolvimento para que possamos afirmar que О maduro e que compara positivamente com alguns dos principais parceiros europeus. Apesar de a DSPA ser uma associação com muito curto tempo de existência, o facto de agregar já alguns dos principais players do mercado português no domínio do Data Science e em particular da IA, permite-nos avaliar com elevado grau de certeza que o principal desafio ao seu desenvolvimento passa pela necessidade de disseminação de informação junto das empresas para lhes permitir compreender de que forma a tecnologia as poderá tornar mais competitivas.

Qual o potencial da IA?

G.R.P.: Mudar profundamente a generalidade dos setores de atividade, abrindo as portas para uma era na qual a tecnologia se tornará mais intuitiva, mais convencional e mais imersiva, e cada vez mais próxima da inteligência humana.

Há bons exemplos do uso de IA em Portugal?

G.R.P.: São diversos os casos de empresas portuguesas nas quais a imersivo em projetos de IA foi claramente transformadora e geradora de ganhos de diferentes naturezas: melhoria de processos internos, conquista de novos clientes, redução de custos, entre outras.

A IA poderá estar mais vocacionada para alguns setores de atividade?

G.R.P.: A IA caracteriza-se por ser absolutamente agnóstica quanto a setores de atividade. é legítimo afirmar que qualquer empresa, independentemente da sua dimensão ou setor de atividade, pode ser disruptiva e almejar um crescimento sustentável com base na IA, com o pressuposto de ter uma cultura de inovação tecnológica como um dos princípios base.

Quais as principais aplicações práticas da IA?

G.R.P.: São tantas que a questão justificaria páginas e páginas de exemplos. Se o que О referido são efetivamente exemplos de domínios nos quais a IA tem aplicação prática, os ‘casos de sucesso’ existentes, como exemplos, no retalho/bens de consumo, através de soluções de interação com o consumidor baseados em natural language processing, na culinária, imagine-se na combinação de ingredientes e sabores, gerando novas receitas, a partir do processamento de dados recolhidos de gourmets, na cultura e arquitetura, através de machine learning, na música, desenvolvendo algoritmos de geração musical, nas utilities, por via da sensorização da infraestrutura, usando IoT e machine learning com vista à manutenção preditiva e otimização da utilização de energia, das operações e do negócio, …. Páginas e páginas de exemplos!

Como encaram a questão do novo RGPD, versus a IA?

G.R.P.: O RGPD distingue-se por dizer respeito ao tratamento de dados pessoais, enquanto que a IA se enquadra numa dimensão Оtica e de conduta, na qual se deverЛo definir princípios gerais aplicados a um conjunto de aspetos mais complexos no tratamento de dados, definindo condutas exigidas, recomendadas, permitidas e proibidas.

A IA enquadra-se, pois, num domТnio de autorregulação que deverá compreender não apenas a proteção de dados pessoais, mas também as boas práticas ao nível de Оtica e conduta profissional.

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